Uma operação de infraestrutura com contrato longo e fluxo previsível pede predominância dos métodos que descontam caixa; uma companhia cíclica, avaliada no meio do ciclo, pede que o múltiplo de saída tenha voz. Nenhuma regra geral resolve isso, porque a escolha depende do que se conhece daquela empresa, e é justamente esse conhecimento que a avaliação existe para exercer.
A consequência é que dois analistas competentes, diante da mesma companhia e do mesmo demonstrativo, chegarão a valores distintos. Isso é propriedade da análise, e não defeito do instrumento: uma ponderação fixa daria o mesmo tratamento a empresas que não se parecem, e o resultado sairia homogêneo sem ficar mais correto.
Um ponto de partida, para quem prefere não arbitrar de imediatoUm ponto de partida, para quem prefere não arbitrar de imediato
A primeira avaliação de alguém raramente começa por uma convicção sobre pesos. Para esse momento existe o Método Vesuvian: uma configuração de partida definida pela casa, que deixa a avaliação pronta para rodar sem que a ponderação precise ser decidida antes de haver o que ponderar.
Ela é integralmente editável, e a expectativa é que seja editada. Alterar um peso, acrescentar uma metodologia ou retirar outra é o uso previsto, e o ponto de partida existe para que a primeira decisão do usuário não seja a mais difícil de todas.