
Cenários
Simulação de longo prazo com depósitos, retiradas e taxas declaradas.
Cenários projeta o patrimônio ano a ano a partir de três informações: o que já existe, quanto se deposita a cada mês e a taxa que se espera obter. A pergunta que ele responde é a que motiva o exercício: o esforço atual sustenta o padrão de vida pretendido?
Boa parte das decisões de investimento é tomada sem essa conta. Sabe-se o saldo atual e o quanto sobra no fim do mês; não se sabe o que os dois produzem juntos em vinte ou trinta anos, que é o horizonte real de quem poupa para a aposentadoria.
Ver o número muda a decisão seguinte. Uma projeção que fica abaixo do que se pretende informa de quanto é a diferença e o que a cobre: depositar mais por mês, adiar o início das retiradas ou rever o padrão de vida planejado. Sem projeção, nenhuma dessas saídas tem tamanho. São três as perguntas por onde a ferramenta começa.
Quanto depositar por mês
O valor mensal que leva o patrimônio ao ponto pretendido, dentro do prazo que existe para isso.
Se o ritmo atual basta
O que se deposita hoje, comparado à despesa que as retiradas terão de cobrir mais tarde.
O peso de cada escolha
O tamanho do efeito de uma decisão, medida separadamente das outras.
Ninguém sabe quanto uma carteira vai render nos próximos trinta anos. Por isso a taxa de um cenário é declarada por quem o monta, e o resultado vem com uma faixa de sensibilidade em volta dela: a mesma projeção refeita com a taxa um ponto acima e um ponto abaixo da declarada.
A taxa não é o que se descobre no exercício; é o que se declara antes dele. Quem monta o cenário assume a responsabilidade por ela, e o que a projeção responde depende dessa distinção.
A pergunta útil raramente é quanto se terá ao final, porque esse número herda a taxa que se supôs. A que se responde com proveito é de quanto o resultado se move quando uma decisão muda, porque essa é a única das duas que ainda está em aberto.
Formulada assim, a comparação sobrevive ao erro de suposição: se a taxa estiver otimista demais, dois cenários descem juntos e a distância entre eles permanece informativa, porque ela mede o efeito da decisão e não o acerto do palpite.
A coluna tem três parcelas, e só duas delas são resultado de alguma coisa: o saldo de partida, que já existia; o dinheiro que entra por depósito, decisão de quem poupa; e o que entra por rendimento, consequência do prazo. Nos primeiros anos o depósito domina o que cresce; no fim do horizonte, o rendimento.
A distinção decide a quem atribuir o resultado. Um saldo alto formado quase todo por depósito mede disciplina de poupança; o mesmo saldo formado por rendimento mede o tempo em que o dinheiro ficou aplicado, e cada uma dessas conclusões pede outra decisão.
Os três campos abaixo são de quem lê. Mude qualquer um deles e as colunas se refazem de imediato, pelo mesmo motor de cálculo que roda dentro da ferramenta.
Depósito que cresce a cada ano, décimo terceiro, mês em que os depósitos param, retirada mensal e a idade em que ela começa, retiradas isoladas com nome e data, inflação, custo anual do produto, alíquota sobre as retiradas, fases de rentabilidade, entre outras.
Saldo projetado em 30 anos
Rendimento no período: R$ 5.379.615. O saldo sem o efeito da inflação: R$ 1.660.637.
- O que rendeu
- O que foi depositado
- O saldo de partida
Um saldo projetado em reais de trinta anos adiante não diz quantos meses de despesa ele cobre, porque a despesa também terá subido no caminho. Descontada a inflação, o mesmo saldo volta em poder de compra de hoje, que é o único comparável ao custo de vida que se conhece.
As duas leituras existem porque as duas têm uso. O valor de face é o que vai constar do extrato e o que permite conferir a projeção contra a realidade ano a ano; o poder de compra é o que responde à pergunta que motivou o exercício.
A projeção cobre também a fase em que o patrimônio passa a ser consumido: uma retirada mensal contínua a partir do mês em que ela começa, e retiradas isoladas nos meses em que de fato acontecem.
Cada retirada isolada recebe um nome e a idade em que acontece antes de ser salva, e passa a figurar como marco na linha do tempo do cenário: a faculdade de um filho, a entrada de um imóvel, uma transição de carreira. Não há limite de eventos, e a ordem é a das idades informadas, porque é assim que uma decisão de poupança se pensa: aos cinquenta e cinco anos, e não num ano de calendário distante.
Patrimônio no início das retiradas
R$ 2.310.025
Consumido até os 60 anos: R$ 3.074.951. Saldo restante: R$ 806.021.
- Formação
- Consumo
- Faculdade da filhaAos 42 anos · R$ 140.000
- Entrada do imóvelAos 47 anos · R$ 420.000
- Transição de carreiraAos 51 anos · R$ 90.000
Um modelo que supõe depósito constante e indefinido descreve uma trajetória que ninguém percorre. As interrupções não são acidentes do plano: são o plano. Quem poupa por trinta anos gasta parte do que poupou antes do fim, e em datas que já conhece.
Nomear e datar esses eventos muda o que a curva significa. Ela deixa de ser a extensão de uma taxa até um horizonte qualquer e passa a ser a consequência de compromissos escritos, cada um deles revisável sozinho quando a vida o revisar.
Um cenário pode partir do saldo consolidado e do retorno efetivamente medido na sua carteira, ou de valores digitados à mão para examinar uma situação que ainda não existe. A escolha é de quem monta, cenário a cenário.
Continuidade entre o que foi medido e o que se projeta
O saldo consolidado e o retorno apurado da carteira entram como ponto de partida com um toque, e o cenário passa a descrever a trajetória de um patrimônio que existe, e não de um exemplo.
A ligação com a página de Rentabilidade é direta: a mesma metodologia que apura o passado informa a taxa base. Um retorno ponderado pelo tempo, com os depósitos já descontados, é a medida que não confunde depósito com resultado.
A hipótese que o patrimônio não descreve
Digitar um patrimônio inicial que não é o seu não é desvio de uso: é o que permite estudar a herança que talvez chegue, o negócio que talvez seja vendido ou a poupança de alguém a quem se pretende aconselhar.
A simulação probabilística é método sério, e resolve bem um problema que não é o desta ferramenta: descrever a distribuição de resultados de um processo cujo comportamento se conhece. Aqui não há sorteio de milhares de futuros, nem faixa de probabilidade em volta do resultado, nem suposição sobre como os retornos se distribuem.
Uma taxa escrita pode ser conferida por quem lê, porque está ao lado do resultado que ela produziu; uma probabilidade calculada sobre o desconhecido produz um número de aparência mais rigorosa e ninguém consegue verificar de onde ele veio.
Os resultados exibidos são brutos de imposto de renda. A projeção não estima quanto será pago, não aplica a tabela de imposto que cai com o prazo e não distingue investimento isento de investimento tributado, com uma exceção: um campo opcional de alíquota sobre as retiradas, preenchido por quem monta o cenário.
O imposto efetivo depende do produto, do prazo de cada posição e da regra aplicável a ela; estimá-lo a partir de um patrimônio somado produziria um número específico o bastante para ser levado a sério e frágil o bastante para estar errado. Preferimos declarar a ausência.
A projeção calcula as consequências aritméticas das taxas que quem monta o cenário escolheu. Ela não recomenda investimento, não emite opinião sobre ativo, não estabelece preço-alvo e não afirma que qualquer das trajetórias exibidas vá ocorrer.
Os números desta página foram montados para demonstrar o método. Nenhum descreve carteira real, e nenhum deve ser lido como expectativa da Vesuvian a respeito de mercado algum.

