
Carteira Vesuvian
A carteira da casa, publicada do bloco ao ativo.
Por trás de cada ativo negociado existe um negócio: uma companhia que opera, um fundo que administra imóveis, um protocolo que sustenta uma rede. É sobre esse negócio, e não sobre o movimento do preço na tela, que uma decisão de longo prazo se apoia.
Relatórios é esse endereço: um documento por ativo acompanhado, escrito e mantido pela equipe da Vesuvian, que responde a uma pergunta, sempre a mesma: o negócio é bom?
O que o relatório não é também o define: não é notícia, não acompanha o pregão e não muda de opinião com a manchete do dia. É tese: uma leitura assinada e datada, escrita para poder ser confrontada depois.
O acompanhamento não se restringe à bolsa brasileira: alcança o que uma carteira diversificada contém.
Ações do Brasil, fundos imobiliários de papel e de tijolo, ETFs (os fundos de índice), Stocks e REITs (as ações e os fundos imobiliários listados nos Estados Unidos) e ativos cripto: cada categoria tem os próprios relatórios, escritos sob o mesmo critério.
Três deles giram abaixo, na forma de card em que a listagem os apresenta. Os ativos são fictícios: códigos e nomes foram conferidos para não corresponder a nenhuma companhia negociada.
As dimensões são declaradas por categoria: numa ação, o setor em que a companhia vive, a qualidade do que ela faz e a saúde das finanças que a carregam. Cada uma é avaliada em separado e recebe o próprio nível, e o Score de Qualidade resume o conjunto.
O que pode contrariar a tese está escrito no próprio relatório, risco a risco, com o impacto estimado de cada um. Expor o ponto fraco é o que deixa o julgamento aberto à discordância, e uma tese que não pode ser contestada não informa: convence.
Quando um fato relevante muda o que se pensava, o relatório é revisado, e a leitura anterior permanece guardada no histórico, com o registro do que mudou. O que a casa afirmava antes segue consultável, e é contra esse arquivo que o acerto do julgamento se confere.
Cada relatório se apresenta em duas profundidades: o card que resume o julgamento e o documento que o sustenta.
O card é a superfície: o nome do ativo, o setor, a frase que condensa a tese e o Score de Qualidade, o julgamento resumido num número de zero a cem, que a casa lê em cinco níveis, do muito baixo ao muito alto.
A demonstração abaixo parte da listagem: um card se abre no documento que o sustenta, o relatório é percorrido por alto e a vez passa ao seguinte, com o conteúdo guardado para dentro da ferramenta. As companhias são as mesmas construídas para os cards acima.
O relatório responde se o negócio é bom; se o preço faz sentido é outra pergunta, e a Carteira Vesuvian existe onde as duas respostas se encontram.
Um negócio excelente, comprado caro demais, devolve um resultado medíocre; um preço de ocasião não conserta um negócio ruim. As duas leituras são independentes, e por isso a casa as mantém separadas: a qualidade se mede aqui, nos relatórios; o preço, nas avaliações que a casa publica com metodologia própria.
A Carteira Vesuvian nasce do encontro. Cada posição aponta para o relatório e para a avaliação que a sustentam, e a composição da carteira é a consequência registrada dessas duas leituras, não um palpite somado a outro.
Quando o julgamento sobre um negócio muda, a mudança fica registrada nos dois pontos: no histórico do relatório e em Mudanças, o diário da própria carteira.
O relatório existe para informar uma decisão, não para tomá-la.
Um relatório termina onde termina a análise: no julgamento sobre o negócio. Ele não emite ordem de compra ou de venda, não fixa preço-alvo e não promete retorno; entrega o argumento, o contrário dele e o registro de como os dois evoluíram.
Quem quiser confrontar o julgamento da casa com o próprio tem o caminho dentro do produto: as trilhas de Fundamentos ensinam o método de avaliação, e Valuation devolve o valor de uma empresa sob as suposições de quem analisa, sem que a opinião da casa entre no cálculo.




