
Carteira Vesuvian
A carteira da casa, publicada do bloco ao ativo.
Quem investe há algum tempo raramente concentra tudo numa conta só. Há a corretora do Brasil, a do exterior, a previdência num banco, o caixa em outro: o retrato do conjunto fica repartido junto com o dinheiro.
Carteiras é o endereço desse conjunto na Vesuvian: cada investimento entra numa carteira que você define, e o retrato volta a ser um só.
O patrimônio registrado admite duas leituras: a de cada parte, quando a pergunta é sobre ela, e a soma, quando a pergunta é sobre o todo.
É por aqui que a Wallet começa: antes de qualquer leitura, existe o registro, e é nas carteiras criadas aqui que a Posição e a Rentabilidade vão buscar o que descrevem.
A moeda muda e o mercado também: em carteiras separadas, o real e o dólar não se embaralham na mesma leitura.
A aposentadoria vem depois de uma vida inteira de trabalho; a vez dos filhos costuma chegar bem antes. Prazos tão diferentes não toleram a mesma oscilação.
Um existe para crescer sem pressa; a outra, para estar à mão no dia em que for preciso: funções opostas não se misturam.
Por isso o desenho é de quem investe: as finalidades são fatos da sua vida, não do mercado, e a ferramenta registra as divisões como você as traçou, cada uma com nome e tela próprios.
O consolidado não é mais uma carteira: é o conjunto delas, lido como uma coisa só.
As carteiras permanecem separadas onde foram registradas; o que se soma é a leitura. Escolhido o consolidado, as telas apresentam o total como se as divisões não existissem, e a soma se desfaz no mesmo seletor, porque nada foi fundido para produzi-la.
Ler por parte ou pela soma vale para a Wallet inteira, com uma distinção. O que é leitura aceita os dois lados: a Posição e a Rentabilidade mostram uma carteira ou todas, conforme a escolha de quem lê. O que é decisão vale para o conjunto: a hierarquia que classifica os ativos existe uma vez, para o patrimônio todo, e é isso que garante que a soma e as partes sejam descritas pelas mesmas categorias.
Não há conexão automática com a corretora: o que a Wallet mostra é o que você registrou.
A importação automática tem méritos concretos: dispensa a digitação, atualiza sem depender de ninguém e cobre bem o cotidiano de quem opera numa única conta. O que ela não cobre fica de fora do retrato: a conta que ela não alcança, o ativo que ela não reconhece, o histórico que chega incompleto; e um retrato parcial erra justamente o total.
O registro manual parte do extrato que você já tem. Cada operação entra com a data e o preço que constam nele, permanece visível e editável, e qualquer número da Wallet se explica voltando aos lançamentos que o produziram, linha a linha.
A parte trabalhosa do registro manual é a entrada, e o ponto de partida existe para encurtá-la.
Em vez de reconstituir anos de operações, declara-se o ponto de partida: para cada ativo, a quantidade e o preço médio que a corretora exibe hoje. A carteira nasce pronta nesse ponto, e as leituras, da Posição à Rentabilidade, valem dali em diante.
O histórico completo continua possível. Operações antigas entram depois, cada uma na data em que ocorreu, e a leitura ganha profundidade sem ter esperado por elas.

