
Carteira Vesuvian
A carteira da casa, publicada do bloco ao ativo.
Uma carteira é o resultado dos próprios movimentos: o que se comprou, o que se vendeu, quando e por quanto. São fatos datados, e costumam ficar dispersos entre notas, extratos e planilhas; sem eles à mão, a carteira se reduz a um conjunto de números cuja origem ninguém sabe reconstituir.
Operações é onde esses fatos entram na Wallet: cada um se converte num lançamento, e a sequência deles forma o histórico da carteira.
As demais telas partem daí. A posição, o preço médio e a rentabilidade são leituras desse histórico, e o que elas mostram decorre do que aqui foi lançado.
O registro é sempre local: cada lançamento se inscreve numa única carteira, a que você escolher para ele. O conjunto não se registra uma segunda vez: quando a pergunta abrange tudo, a Posição e a Rentabilidade percorrem as carteiras e leem o conjunto inteiro.
O lançamento transcreve o que consta na nota da corretora, do preço à data.
Os campos são os da negociação: compra ou venda, o ativo, a data, a quantidade e o preço; havendo taxas, também elas. Tudo isso está na nota de corretagem, o documento que a corretora emite a cada operação executada, e preencher é copiá-la. Resta um campo que a nota não tem, a observação livre, para o contexto que só quem registra conhece.
E o lançamento fica na data do fato, não na do registro: a operação antiga, lançada hoje, assume o ponto da série a que pertence.
A posição que a tela exibe não foi digitada por ninguém, nem ficou gravada à espera de quem a atualize. Aberta a carteira, a conta lê o histórico e chega ao que os lançamentos determinam: quanto restou de cada ativo e quanto isso representa ao preço de hoje.
A consequência aparece no dia do erro. Um preço com a vírgula no lugar errado, uma venda lançada duas vezes: corrige-se o lançamento, ou se apaga, e a posição sai refeita na mesma consulta, porque não existe cópia à parte para ficar defasada.
O histórico segue à vista, completo, do ponto de partida ao lançamento mais recente. Quando um valor surpreende, a explicação está ali, no ponto em que a carteira mudou.
Cada posição acompanha o seu preço médio: quanto se pagou, em média, por unidade do que permanece em carteira.
O preço médio se refaz a cada compra: o custo do que já havia se soma ao da compra nova, e o total se divide pela quantidade somada. A venda não participa dessa média: reduz o que se tem, sem tocar no custo médio do que fica.
É um número de custo, e diz só isso: por quanto, em média, a posição de hoje foi montada. Medir o que a carteira rendeu é outra pergunta, que ele não responde: o cálculo que a alcança, e a razão de esse cálculo ser outro, estão na Rentabilidade.

