
Carteira Vesuvian
A carteira da casa, publicada do bloco ao ativo.
Uma carteira carrega uma decisão de proporção: o peso das ações, o da renda fixa, o do dólar. O mercado não preserva essa decisão: cada alta e cada queda muda os pesos, e a carteira se afasta do desenho original sem que nenhuma ordem sua tenha sido dada.
Rebalanceamento é o lugar dessa decisão: para cada categoria, você define uma meta, o percentual do patrimônio que ela deve ocupar, e a tela mede a diferença entre o que é e o que deveria ser.
Medir é metade do ofício; a outra metade é a correção: dois simuladores calculam os movimentos que a fazem, um partindo de um depósito novo, o outro remanejando o que já existe.
E a medida é do conjunto. A meta não é de uma carteira: ela descreve o patrimônio somado, todas as carteiras de uma vez, e é contra esse total que o peso de cada categoria se compara.
Um percentual definido por você, sobre a classificação que preferir.
Toda meta pertence a uma classificação, na forma que Categorias estabelece: a Padrão, que a casa monta por mercado e classe de ativo, ou uma classificação sua, criada lá. Cada uma guarda o próprio conjunto de metas, e um seletor diz qual delas rege a leitura do momento.
O número entra na ponta: na categoria que não tem subcategorias. As de cima não pedem meta própria, porque a delas é a soma das que contêm, e as pontas, juntas, precisam fechar em 100%: a tela mantém a soma sempre exposta e acusa quando o total foge do inteiro.
Não há modelo pronto nem proporção sugerida: a divisão certa depende do prazo e da vida de quem investe, e a ferramenta não decide isso por ninguém. O que ela assegura é a permanência: o número fica gravado no instante em que se digita, sem botão de salvar, e serve de referência a toda leitura seguinte.
Quanto o peso de hoje se afastou da meta, categoria a categoria.
O desvio é o nome dessa diferença, e vem em pontos percentuais: subtrai-se a meta do peso atual, e o que resta acompanha a categoria na tela. As palavras dizem o lado: acima da meta, sobra; abaixo, falta.
No cartão a seguir, a leitura como a tela a apresenta: a barra pinta o peso de hoje, a marca vertical aponta a meta, o trecho hachurado é o que ainda falta. A frase ao lado converte o desvio em situação: diz se é caso de comprar ou de vender, e com que pressa.
Nada aqui dispara ordem alguma: o desvio é leitura. O que fazer com ele, e a partir de que tamanho ele merece gesto, são as escolhas da seção seguinte.
Informado o valor do depósito, o simulador o reparte entre as categorias abaixo da meta, com mais para as mais distantes, sem vender nada: o dinheiro que entra faz o trabalho da correção. E a conta mira o patrimônio como ficará depois da entrada, não como estava antes.
Quando a volta é por troca, a sugestão desce ao ativo: o que vender de um lado, o que comprar do outro, em quantidade e em valor, com compras e vendas se fechando entre si. O patrimônio termina do mesmo tamanho, redistribuído na direção da meta.
Perseguir a meta à risca converteria qualquer oscilação em ordem. Por isso a troca obedece a uma tolerância: uma margem em pontos que você define, abaixo da qual o desvio é deliberadamente ignorado. O que couber nela não gera sugestão; o que passar, sim.
O resultado de qualquer simulação é uma lista de valores, por categoria ou por ativo, que você pode copiar e levar. Nenhuma ordem sai daqui para corretora alguma, e nada na carteira muda por conta própria: o movimento que você decidir executar entra na Wallet como qualquer outro, um lançamento em Operações.
A pausa entre o número e a ordem é deliberada: ali moram o custo de operar, o imposto e o seu julgamento sobre a hora certa, que nenhum cálculo daqui alcança. A ferramenta encurta a conta, e para ali.

