Artigos sobre método, mercado e patrimônio para você que cuida da própria carteira.
Do mais recente ao mais antigo.
Em 2026, o risco de governança da Petrobras se mostrou na política de preços. Em 9 de setembro, a empresa anunciou a gasolina A às distribuidoras a R$ 3,24 por litro. Na madrugada seguinte, sem justificativa formal, corrigiu o preço para R$ 3,05. Os R$ 0,19 retirados eram a sobra do corte de PIS e Cofins feito pela União, a controladora. A correção os passou da Petrobras para a distribuidora.
Em 2026, o dividendo sai sem imposto na fonte até R$ 50 mil por mês de cada empresa. Acima disso, a empresa retém 10% sobre o total pago no mês. O JCP passou de 15% para 17,5%, sem faixa isenta. Em 1.000 ações do Banco do Brasil, a alíquota nova tirou no máximo R$ 7,75 do primeiro semestre, e o corte do payout de 40% para 30%, R$ 103,33.
Juros sobre capital próprio (JCP) são lucro pago ao acionista como juro sobre o patrimônio. Por isso a empresa lança o JCP como despesa e paga menos imposto. Para a pessoa física, 17,5% do JCP ficam retidos na fonte desde janeiro de 2026. De cada R$ 100 de lucro, o JCP entrega R$ 82,50 e o dividendo, R$ 66, mas no extrato é o JCP que chega menor.
Small caps são as empresas da B3 com valor de mercado abaixo de R$ 5 bilhões, e o SMLL é o índice delas. Em 9 de outubro de 2026, o índice acumulava 33,70% em 12 meses e só 4,21% em cinco anos. Nove meses de CDI, de janeiro a setembro, renderam 10,5%. Sem a alta de mais de 20% da semana de 5 a 9 de outubro, os cinco anos dariam perda.
Os dividendos da Petrobras do segundo trimestre de 2026, JCP incluído, somam R$ 1,348 por ação, ou R$ 17,4 bilhões. O pagamento sai em duas parcelas, em 23 de novembro e 21 de dezembro. Ao fechamento de R$ 56,00 da PETR4 em 9 de outubro, o trimestre rende 2,4%. O valor aplica a regra de 45% do caixa livre a um petróleo caro que a própria Petrobras não espera repetir.
Página 3 de 3