Em reais e com dividendos, o S&P 500 rendeu de -23,43% em 2022 a 59,91% em 2024, e 4,75% em 2025. Descontado o IPCA, o CDI rendeu mais em três dos cinco períodos desde 2022. De janeiro de 2022 a 9 de outubro de 2026, o índice acumulou 24,8% acima da inflação, e o CDI, 42,0%. Sem 2024, o índice teria perdido 18,2% para a inflação.
A tabela traz o retorno anual do S&P 500 em reais desde 2022, em duas medidas. A primeira é o índice de preço, que é o número divulgado; a segunda soma os dividendos reinvestidos.
| Período | Sem dividendos | Com dividendos |
|---|---|---|
| 2022 | -24,68% | -23,43% |
| 2023 | 15,27% | 17,18% |
| 2024 | 57,72% | 59,91% |
| 2025 | 3,42% | 4,75% |
| 2026, até 9 de outubro | 3,47% | 4,40% |
Todo número da tabela já inclui o dólar. O retorno em reais combina o retorno do índice em dólar com a variação do câmbio no mesmo ano. Quem investe a partir do Brasil leva as duas parcelas juntas. A série de cada ano, nominal e descontada a inflação, está na página do retorno real do S&P 500 ano a ano.
As médias longas que circulam cobrem prazos maiores. Com dividendos e até dezembro de 2025, a Educação Financeira Brasil calcula 15,7% ao ano em cinco anos, 18,8% em dez e 23,5% em quinze. As três são nominais: não descontam a inflação nem mostram o CDI do mesmo prazo.
Em 2025, o IPCA levou quase todo o retorno do índice em reais. Com dividendos, os 4,75% do ano viraram 0,46% acima da inflação; sem eles, os 3,42% viraram perda real de 0,81%. No mesmo ano, o CDI rendeu 9,65% acima do IPCA, 9,19 pontos à frente do índice com dividendos.
Lido sozinho, o retorno de 3,42% parece um ganho pequeno; em poder de compra, foi uma perda. Comparar esse número nominal com o CDI descontado da inflação, ou o contrário, mistura duas medidas. Daqui em diante, os dois lados aparecem descontado o IPCA, e o índice entra com dividendos.
Com a inflação descontada dos dois lados, o S&P 500 em reais e o CDI se alternaram na frente desde 2022.
Descontada a inflação, o CDI venceu o S&P 500 em reais em três dos cinco períodos desde 2022
O índice venceu em 2023, por 3,95 pontos, e em 2024, por 46,77. Perdeu em 2022 por 33,86 pontos. Em 2025 e 2026, ficou praticamente empatado com a inflação, enquanto o CDI pagou 9,65% e 6,68% acima dela.
Feita com a bolsa brasileira, a mesma comparação ano a ano está em quanto rende o Ibovespa por ano contra o CDI.
Contar vitórias não mede o tamanho de cada uma. As duas contas abaixo aplicam R$ 100 mil em janeiro de 2022 e compõem os retornos reais, ano a ano, até 9 de outubro de 2026.
R$ 100.000 no S&P 500 em reais, com dividendos, valem R$ 124.773 a preços de janeiro de 2022
No CDI, os mesmos R$ 100.000 valem R$ 142.026 a preços de janeiro de 2022
A perda de 2022 explica a maior parte da distância. No fim de 2023, os R$ 100 mil no índice valiam R$ 81.066 a preços de janeiro de 2022. O valor só voltou a passar do ponto de partida em 2024. O CDI não teve período negativo, e o ganho sobre uma base que nunca encolheu superou o do índice, mesmo com 2024.
Sem 2024, a conta multiplica os fatores dos outros quatro períodos, 0,7238, 1,12, 1,0046 e 1,0044, e chega a 0,818. Os R$ 100 mil virariam R$ 81.797 a preços de janeiro de 2022, uma perda real de 18,2%.
As médias longas da primeira seção também se apoiam em poucos anos fortes. Em 2020 e 2021, o índice em reais rendeu 43,41% e 23,81% acima da inflação, sem dividendos. A média de quinze anos inclui os dois, e também 2024.
O argumento de que o índice compensa no longo prazo tem essas médias a seu favor, e elas são verdadeiras para os prazos que medem. Desde 2022, porém, o S&P 500 em reais entregou um ano forte, um bom, um de perda e dois de empate com a inflação. Quem entrou em janeiro de 2022 dependeu inteiro de 2024 para terminar à frente do IPCA.
Nos 12 meses até 9 de outubro de 2026, o S&P 500 em reais rendeu 9,24%, sem descontar a inflação, segundo a Mais Retorno. A volatilidade foi de 13,53%, e o índice de Sharpe ficou em -0,39. O Sharpe divide o retorno acima do juro livre de risco pela oscilação do período. Negativo, ele mostra que o índice rendeu menos que esse juro e que a oscilação desses 12 meses não foi paga.
Olhando para a frente, a pergunta muda: quanto o dólar precisa subir no ano para o índice empatar com o CDI, e o S&P 500 está caro pelo lucro mostra o que o lucro precisa crescer. Não prevemos câmbio; a tabela faz a conta para quatro retornos do índice em dólar, com um CDI de 14% ao ano como exemplo. A mesma conta para o índice de tecnologia está em Nasdaq 100 em reais contra o CDI.
| S&P 500 em dólar no ano (hipótese) | A conta, com CDI de 14% (hipótese) | Variação do dólar para empatar |
|---|---|---|
| 0% | 1,14 ÷ 1,00 | alta de 14,0% |
| 5% | 1,14 ÷ 1,05 | alta de 8,6% |
| 10% | 1,14 ÷ 1,10 | alta de 3,6% |
| 15% | 1,14 ÷ 1,15 | queda de até 0,9% |
A conta é antes do imposto, que muda conforme o veículo. Manter parte do patrimônio em dólar tem uma razão que a tabela não mede: a proteção contra a desvalorização do real. O imposto de cada veículo e essa proteção entram na conta do investimento no exterior, em reais, contra o CDI.
Na sua carteira, a data de cada depósito muda o resultado. A medida que separa o depósito do retorno é o retorno ponderado pelo tempo, comparado com um índice de referência. Na janela desde janeiro de 2022, o CDI rendeu R$ 17.253 a mais que o índice em poder de compra, a cada R$ 100 mil.
Fontes
- Retorno real ano a ano: CDI, IPCA, Ibovespa e S&P 500 em reais (Banco Central, PTAX e SGS 12 e 433; S&P Dow Jones Indices) — Vesuvian (9 de outubro de 2026)
- S&P 500 em reais: retorno, volatilidade e Sharpe em 12 meses — Mais Retorno (9 de outubro de 2026)
- Rentabilidade do S&P 500 em reais — Educação Financeira Brasil (31 de dezembro de 2025)
Este artigo é análise da Vesuvian, publicada com fins informativos. Não constitui recomendação de compra ou venda de qualquer ativo, nem promessa ou projeção de rentabilidade. Toda decisão de investimento é de responsabilidade de quem a toma. Rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Produzido pela Equipe Vesuvian com uso de inteligência artificial e revisão editorial. Veja a política editorial.
