Com o CDI a 13,65% ao ano em 20 de outubro de 2026, R$ 100 mil rendem R$ 1.072 brutos por mês, pelo juro composto. Dividir a taxa por 12 daria R$ 1.137,50. Depois do imposto de renda, o mês líquido fica entre R$ 831 e R$ 911, conforme o prazo. Descontado o IPCA de 4,58% em 12 meses, sobram até R$ 535 de poder de compra.
O CDI anualizado ficou em 13,65% em 16, 19 e 20 de outubro de 2026, na série diária do Banco Central. Um CDB que paga 100% do CDI rende essa taxa. Aplicados nele, R$ 100.000 ganham R$ 1.072 brutos num mês médio, ou 1,072% do saldo.
A taxa do mês sai da raiz 12 do fator anual: 1,1365 elevado a 1/12, menos 1. A raiz entra no lugar da divisão porque o rendimento de cada mês passa a render no mês seguinte. Com ela, doze meses a 1,072% acumulam exatamente os 13,65% do ano. O CDI é anualizado sobre 252 dias úteis, e o mês médio da conta tem 21 deles.
O CDI é o juro dos empréstimos de um dia entre bancos e anda colado na meta da Selic. A meta está em 13,75% ao ano desde 17 de setembro, e o CDI corre 0,10 ponto abaixo dela.
O imposto de renda do CDB incide só sobre o rendimento, é retido na fonte e cai com o prazo. A tabela regressiva do imposto de renda cobra 22,5% até 180 dias e 20% de 181 a 360 dias. De 361 a 720 dias, a alíquota é de 17,5%, e acima de 720 dias, de 15%. A faixa é a do tempo desde a aplicação, e não a do mês que aparece no extrato.
O mesmo mês de R$ 100 mil no CDI deixa de R$ 831 a R$ 911 depois do IR, conforme o prazo
O mesmo mês deixa R$ 80 a mais a quem aplicou há mais de 720 dias do que a quem aplicou há menos de 180. A taxa é a mesma para os dois, e a diferença vem só da faixa do imposto.
Antes de 30 dias, há um segundo desconto. O IOF incide sobre o rendimento nos 29 primeiros dias, com alíquota de 96% no primeiro dia, que cai até zero no trigésimo. Quem resgata nesse prazo leva menos do que a faixa de 22,5% indica para o mesmo período.
O atalho mais comum para o CDI mensal é dividir a taxa anual por 12. Com 13,65%, dá 1,1375% ao mês, ou R$ 1.137,50 em R$ 100 mil. O atalho trata como simples um juro que se capitaliza, e os 13,65% do ano já contêm o rendimento sobre o rendimento de cada mês.
R$ 100 mil a 13,65% rendem R$ 1.072 por mês, e não os R$ 1.137,50 da taxa dividida por 12
Capitalizada por 12 meses, a taxa dividida chega a 14,54% ao ano: 1,011375 elevado a 12, menos 1. São 0,89 ponto acima do CDI que a gerou.
A divisão acerta o total de um ano. Quem deixa os R$ 100 mil aplicados por 12 meses recebe R$ 13.650 brutos, e esse valor dividido por 12 dá R$ 1.137,50. A média, porém, inclui o juro sobre o juro dos meses anteriores, que nenhum mês isolado paga. Quem retira o rendimento todo mês recebe 12 vezes R$ 1.072, ou R$ 12.864 brutos no ano, R$ 786 abaixo do que a taxa dividida promete.
No líquido, o atalho repete o erro. Um cálculo publicado em setembro de 2025 usa o CDI de 14,90% e o imposto de 17,5%. O cálculo tira o imposto dos R$ 14.900 de rendimento do ano, chega a R$ 12.292,50 e divide por 12, o que dá R$ 1.024,37 por mês. Pelo juro composto, o mesmo CDI e o mesmo imposto dão R$ 960 no mês, R$ 64 a menos.
Os R$ 1.072 são o mês médio, e o extrato de um mês real se afasta dele. O CDI e a Selic rendem por dia útil, e com a mesma taxa o mês com mais dias úteis rende mais. A taxa também mudou ao longo de 2026.
Na Selic acumulada em cada mês, série do Banco Central, o rendimento mensal de 2026 foi de 1,00% em fevereiro a 1,22% em julho. Em R$ 100 mil, os meses fechados de janeiro a setembro renderam assim:
| Mês de 2026 | Selic acumulada no mês | Rendimento bruto em R$ 100 mil |
|---|---|---|
| Janeiro | 1,16% | R$ 1.160 |
| Fevereiro | 1,00% | R$ 1.000 |
| Março | 1,21% | R$ 1.210 |
| Abril | 1,09% | R$ 1.090 |
| Maio | 1,07% | R$ 1.070 |
| Junho | 1,12% | R$ 1.120 |
| Julho | 1,22% | R$ 1.220 |
| Agosto | 1,09% | R$ 1.090 |
| Setembro | 1,08% | R$ 1.080 |
Entre fevereiro e julho, o mesmo saldo rendeu R$ 220 de diferença, mais de três vezes os R$ 65,50 que a divisão por 12 acrescenta. Por isso a média serve para planejar o ano, e não para conferir o extrato de um mês.
A tabela é da Selic, e o CDB a 100% do CDI rende um pouco menos. Com o CDI 0,10 ponto abaixo da meta, a diferença fica perto de R$ 7 por mês em R$ 100 mil. São 1,079% ao mês com 13,75% ao ano, contra 1,072% com 13,65%.
Uma tabela de R$ 100 mil no CDI publicada em 27 de maio de 2026 usa o CDI de 14,40% e chega a R$ 1.127,40 brutos por mês. A conta está certa para aquela taxa, porque é o juro composto de 14,40%. O que mudou foi a taxa.
A meta da Selic estava em 14,50% ao ano em 1º de junho e passou a 14,25% em 18 de junho. Depois vieram 14,00% em 6 de agosto e 13,75% em 17 de setembro, como mostra o histórico da Selic. Foram 0,75 ponto de corte em três meses.
Três cortes levaram a meta Selic de 14,50% a 13,75% ao ano entre junho e setembro
Com o CDI de outubro, o mesmo mês rende R$ 55,40 a menos que na tabela de maio. Na faixa de 15% do imposto, o líquido cai de R$ 958 para R$ 911.
Para quem tem CDB pós-fixado, o corte já está no extrato, porque o papel rende o CDI de cada dia útil. Quem contratou um CDB prefixado antes de junho segue com a taxa travada até o vencimento, e nenhum corte da Selic a altera.
O IPCA em 12 meses passou de 4,22% em agosto para 4,58% em setembro de 2026. Descontada essa inflação, o CDI de 13,65% rende 8,67% ao ano em poder de compra, antes do imposto. A conta é 1,1365 dividido por 1,0458, menos 1.
Num mês, a inflação de 4,58% ao ano equivale a 0,374%, ou R$ 374 sobre R$ 100 mil. É quanto o saldo precisa crescer só para comprar o mesmo que comprava. Na faixa de 15%, os R$ 911 líquidos cobrem esses R$ 374 e deixam R$ 535 de ganho em poder de compra, em reais do início do mês. A conta é 1,00911 dividido por 1,00374, menos 1. A subtração simples daria R$ 537, e os R$ 2 de diferença são a inflação sobre o próprio rendimento.
O IPCA da conta é o dos últimos 12 meses, e a inflação dos próximos pode ser outra. Os R$ 535 dizem quanto o CDI pagou acima dos preços no passado recente, sem fixar o ganho real à frente. Para estender a conta a anos de aplicação, a projeção do patrimônio em poder de compra trabalha em faixas, e não com um número só.
Dos R$ 1.072 brutos do mês, o imposto leva R$ 161 na faixa de 15% e a inflação leva R$ 374. O ganho real fica perto da metade do bruto. Na faixa de 22,5%, o líquido de R$ 831 deixa R$ 455 de poder de compra, R$ 80 a menos pelo mesmo CDB. Para quem compara CDBs, é esse número, e não a taxa nominal da tabela, que diz quanto o dinheiro cresceu.
Fontes
- Banco Central do Brasil, SGS 4389: CDI anualizado (20 de outubro de 2026)
- Banco Central do Brasil, SGS 432: meta da taxa Selic (17 de setembro de 2026)
- Banco Central do Brasil, SGS 4390: Selic acumulada no mês (1 de outubro de 2026)
- Banco Central do Brasil, SGS 13522: IPCA acumulado em 12 meses (1 de setembro de 2026)
- Renova Invest: imposto de renda no CDB, tabela regressiva e IOF (18 de setembro de 2026)
- Nord Investimentos: quanto rende investir R$ 100 mil a 100% do CDI (27 de maio de 2026)
- InfoMoney: quanto R$ 100 mil rendem no CDI por mês (25 de setembro de 2025)
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