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Tokenização de ativos é o registro, numa blockchain, de um direito sobre um ativo que existe fora dela, dividido em frações vendidas separadamente. No Brasil, esse direito é quase sempre uma dívida: debêntures, CCB, CPR e notas comerciais somam 79% do que se tokeniza. Os 18,62% ao ano de retorno médio, medidos em setembro de 2026, são a Selic mais 4,87 pontos pagos pelo risco de quem deve.
Um bitcoin treasuries ETF investe em ações de empresas que guardam bitcoin no balanço, e não no bitcoin. O DIGY11, da B3, tinha 74,29% no STRC em 11 de setembro, a ação preferencial da Strategy que paga 12% ao ano em dólar. O hedge cambial transforma esse dividendo na estimativa de CDI mais 3% a 5%. No piso, depois de taxas e IR, sobram 13,34% ao ano, abaixo do CDI bruto.
O emissor de uma stablecoin é a empresa que cria o token, paga o resgate e guarda a reserva. O que separa um emissor de outro é quanto a reserva pode perder antes de o token valer menos que US$ 1. Em agosto de 2026, a folga da Tether era de 2,2% do que ela devia. Em 2023, 8% da reserva presos num banco levaram o USDC a US$ 0,88.
A taxa de administração dos ETFs de bitcoin da B3 vai de 0,25% a 0,75% ao ano. Em R$ 10 mil, são de R$ 25 a R$ 75. O imposto pesa mais: 15% sobre o ganho, sem a isenção das ações, ou R$ 1.500 num ganho de R$ 10 mil. O que separa um fundo do outro é a estrutura: quantos fundos e custodiantes ficam entre a cota e a chave.
O halving do bitcoin de 2028 está previsto para perto de abril, no bloco 1.050.000. Nele, a recompensa paga a quem minera cada bloco vai de 3,125 para 1,5625 BTC, e a emissão de bitcoin novo cai à metade. Essa emissão já é pequena perto do mercado: em 4 de setembro de 2026, um dia de entrada nos ETFs americanos valeu 3,5 semanas dela.
Em 2026, o imposto sobre criptomoedas depende de onde e de quanto se vende. Na corretora brasileira, vendas de até R$ 35 mil no mês são isentas; acima disso, o ganho paga de 15% a 22,5%. Na estrangeira, paga 15% na declaração anual, sem isenção. As alíquotas são as de 2025; desde julho, a corretora brasileira informa à Receita, todo mês, as operações de cada cliente.
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