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Tesouro Prefixado vale a pena contra o IPCA+ se a inflação até 2029 ficar abaixo de 5,33% ao ano. Com essa inflação, o Prefixado 2029, a 12,30% em 13 de outubro de 2026, rende o mesmo que o IPCA+ 2029, a IPCA mais 6,62%. O Focus espera menos em todos os anos. Contra o Tesouro Selic, a 13,75%, o prefixado quase empata com os cortes que o Focus já espera.
A curva de juros futuros é a fila das taxas do DI futuro na B3, uma por vencimento. Cada taxa embute o CDI médio esperado até aquela data e um prêmio pelo risco. Em 9 de outubro de 2026, o DI jan/2029 fechou a 12,22% ao ano. É só 0,22 ponto acima da Selic que o Focus espera para o fim de 2027, contra 1,95 ponto em 8 de setembro.
A inflação de serviços em 2026 soma 4,16% de janeiro a setembro e 5,97% em 12 meses. Nos 12 meses, os serviços ficam 1,39 ponto acima do IPCA cheio, de 4,58%. De julho a setembro, rodaram a 4,8% ao ano, abaixo dos 12 meses e ainda acima do teto de 4,5% da meta. É esse ritmo, e não o IPCA do mês, que diz se os cortes da Selic se sustentam.
O Tesouro IPCA+ não paga mais 8%: em 9 de outubro de 2026, o IPCA+ 2032 pagava IPCA mais 6,65% ao ano. Depois do imposto de 15%, cobrado também sobre a inflação de 4,58% em 12 meses, sobram 5,0% de juro real. Em R$ 10 mil, são perto de R$ 500 por ano. A queda da semana do 1º turno mediu a eleição, e não as contas públicas.
O juro real do Brasil é alto por um prêmio de risco, não pela Selic. Quem empresta ao país cobra por dois riscos: a dívida pública em alta e a inflação esperada fora da meta. Em setembro de 2026, o juro real foi de 8,45% ao ano, o maior entre 40 economias, contra média de 1,62%. Na Selic de 10,5% que o Focus embute para 2028, sobram 6,45%.
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